Crônica realizada para aula de comunicação e expressão do segundo semestre de jornalismo.
Uma cerimônia e tanto
Estou dentro de um terno pretíssimo, o botão está apertadíssimo sobre a minha barriga, imagine se este estourar. Sou padrinho do meu amiguíssimo Antônio e o primeiro a chegar, como sempre adiantadíssimo, nem o noivo chegou ainda. Ai que nervosíssimo e nem sou eu quem vai casar. É porque estou fazendo uma daquelas dietas com diuréticos, estou para estourar de vontade de ir ao banheiro. Corro, mas só encontro o feminino, tranco – me lá dentro e quando saio tem uma fila grandíssima de mulheres, todas me olham com um olhar crudelíssimo, sinto meu rosto avermelhar.
Os outros padrinhos chegam ai que raiva são todos macérrimos, parecem galãs de novela, sou o único fofinho e o único de azul, todos os outros estão de preto. Na verdade acho que eles que estão comuníssimos.
O noivo também de terno azul , que é meu amabilíssimo amigo chega, corre ao meu encontro.
- Caríssimo Pedro que bom que aceitou ser meu padrinho, mas o que houve? Sua camisa está suja de sangue.
- Caríssimo Pedro que bom que aceitou ser meu padrinho, mas o que houve? Sua camisa está suja de sangue.
- sangue! Verdade, havia me cortado fazendo a barba.
- Passe água!
- Coloque um lenço para disfarçar!
- Não, tire o lenço!
- Coloque uma flor!
-Flor? È duro ser o centro das atenções, todos querendo me ajudar e o casamento para começar. Enfim me arrumaram uma daquelas florzinhas branca, pronto estou parecidíssimo com o noivo.
Uma senhora feiíssima nos chama e começa a dar as instruções.
- Padrinhos do noivo pela direita do altar!
- Ahn? Minha dama com aquele salto finíssimo resolve seguir o casal da frente. Saímos em cortejo, a tal senhora da um empurrãozinho, toda a igreja nos olhando. Que horror! Eu e minha dama somos larguíssimos, mais do que a porta. Erramos o caminho e senhora de novo me dá um daqueles empurrõezinhos para o lugar certo.
Todos em silêncio, minha barriga faz barulho, é a vontade de ir ao banheiro e todos me olham como se tivessem ouvido. O noivo trêmulo ouve-se a marcha nupcial, a igreja felicíssima se levanta, a senhora cansadíssima abre a porta e a noiva entra. É uma das noivas mais belíssima e nervosíssima que já vi. Começa a cerimônia, ouço um sim, as alianças são trocadas e o casal se beija. A cerimônia termina.
Ufa!
Ufa!
Apesar do vinho estar amaríssimo e de não conseguir sair do banheiro, a festa esta animadíssima.

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